Esse é o período em que a criança precisa exercitar o corpo e todo o sistema músculo-esquelético para crescer forte e saudável. Sem falar, no desenvolvimento da criatividade que essas brincadeiras contribuem ricamente para a formação do sistema cognitivo no decorrer da infância.

Criança que não se exercita, e ainda passa horas sentada na frente dos eletrônicos (celulares, tablets etc) acaba se alimentando mal e dormindo mal, acarretando outros problemas sérios de saúde como o sobrepeso, obesidade, ansiedade e depressão. A criança precisa andar descalça, pisar na terra, ter contato direto com a água, e sentir o ar para aprender a respirar. Sem essas percepções, elas não criam identidade e nem aprendem a se defender. Quando adolescentes enfrentam problemas de déficit de atenção na escola, e mais tarde, adultos enfrentam problemas sérios de relacionamento com pares amorosos.

É alarmante o aumento de crianças ainda na primeira infância, estimuladas por aparelhos celulares e tablets. De acordo com o estudo americano Zero to Eight: Children’s Media Use in America 2013, publicado pelo Common Sense Media, que desenvolve estudos sobre o impacto da mídia e das novas tecnologias sobre as crianças, entre 2011 e 2013, o acesso a mídias móveis pelas crianças americanas explodiu. Neste intervalo, o número de pessoas com menos de 8 anos com acesso a tablets quintuplicou de 8% para 40%. O contato com esses aparelhos ocorre cada vez mais cedo. Em 2013, 38% das crianças com menos de 2 anos utilizavam um gadget, ante 10% em 2011. Entre 2 a 4 anos a taxa subiu de 39% para 80% e entre 5 e 8 anos, de 52% para 83%.

Nos principais centros urbanos do mundo, esse cenário se repete. Portanto, as capitais brasileiras seguem na mesma direção.

Nesse vídeo, faço algumas observações para refletirmos sobre a importância do brincar para a saúde da criança.

Um grande abraço,

Márcia Yamamura

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