Num mundo tão vasto, temos mais desencontros que encontros.
A cada rompimento, o coração se parte com a partida. Quantas vezes sofremos por um amor que não deu certo, mesmo com todo nosso esforço em amar, em querer que o alguém realmente fosse o amado?
Quantas vezes quisemos ser “felizes para sempre” e não conseguimos pois o para sempre chegou ao fim? E mesmo convencidas de que ele não era o tal, lutamos e brigamos para que ele se transformasse no tal, aquele que iriamos amar incondicionalmente, por toda a eternidade… bastava ele ser aquilo que queríamos… mas ele não entendeu o recado…
Entre idas e vindas, encontros fugazes, corpos roçando sem conexão, é quase impossível reconhecer a alma gêmea. Sim, aquela “piegas” ideia de que para cada um existe um, aquele que te completa, que te venera incondicionalmente e blá blá blá…
Eu, sempre descrente desse blá blá blá, e com o coração intranquilo de uma aquariana que só enxerga o futuro, fui pega por essa pieguice. Para cada um é um momento único, aquele em que seu coração percebe algo diferente, até sente umas pinicadas, quando sua alma se conecta com a outra. Quando minha mão encaixou perfeitamente com a mão do cavaleiro, vi que a conexão estava feita, e a pieguice me pegou de vez e para sempre.
Não canse de procurar tua alma, quando a encontrar, encontrarás a alma gêmea. Quando estamos perdidos, não nos é permitido enxergar o outro que nos complementa. É necessário uma jornada intensa, desgastante e horripilante ate nos meados de sua existência para que possa se reconhecer em si e no outro.
Jamais transforme o outro na alma gêmea sem ser, isso agride profundamente a tua alma, que anseia, espera e sofre com o ate então desencontro. Tudo fica perfeito depois que se encontra o outro? Não, mas na imperfeição você se encontra e se encaixa com amado. Há de se ter (muita) paciência e somente o respeito é capaz de sustentar o infinito.
Se vocês ainda não se encontraram, prossiga. E saiba que almas gêmeas nunca deixam de se encontrar. Nunca.

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